O
PARTO PODE ESPERAR... A CORRIDA NÃO

O metalúrgico Mario Gandolpho sempre
acompanhou as corridas de Fórmula 1. Em 1975, quando Émerson
Fittipaldi venceu o GP Brasil, sua esposa estava quase dando à
luz à segunda filha do casal, hoje com 32 anos. "Bem na
hora da corrida, ela começou a passar mal e queria ir para o
hospital. Não pensei duas vezes. Eu e meu cunhado, que também
adora F1 pedimos que ela agüentasse um pouquinho, já que
as contrações só estavam no início e aquilo
ia durar o dia inteiro mesmo", lembra Mario.
Dito e feito. Dona Lourdes precisou esperar sentada, com contrações
leves que iam e viam, até Fittipaldi erguer o troféu.
"Corremos para o hospital e nem deu tempo esperar muito. Minha
filha quase nasceu no corredor literalmente. Minha esposa teve de segurar
sua cabecinha com a mão porque ela já queria sair. Só
deu tempo correr até a sala de cirurgia para ela nascer em segundos.
Foi prematura e era bem pequenininha. Fiquei muito feliz naquele 26
de janeiro de 1975, quando ganhei uma filha e o Fittipaldi venceu o
GP Brasil. Duas comemorações num dia só",
conta Mario. Hoje, ele guarda o ingresso daquela corrida, que ganhou
de um amigo que foi ao GP. "Guardo como recordação
de um dia emocionante."
MARIO MELO GANDOLPHO, de São Paulo