De pai para filho

Ayrton Senna era realmente um homem generoso. Todos os anos, o piloto presenteava alguns amigos e conhecidos com itens e ingressos das corridas de Fórmula 1, para que eles pudessem presenciar pessoalmente sua perfomance ao vivo. Um dos privilegiados era um médico que o tratou quando Senna teve paralisia facial no início de sua carreira, em 1984. O economista Rafael Rossi, de 33 anos, era amigo do filho deste médico. "Todos os anos, o Ayrton mandava quatro ingressos para o pai do meu amigo e, em 1993, t ive a satisfação de ir no treino de sábado do GP Brasil, no setor A e, também no GP Brasil de 1994 no setor G. Ganhei do pai dele esses ingressos. Nem acreditei. A gente precisava preencher um f ormulário com os dados pessoais para que pudesse receber o ingresso em casa, como um souvenir. T enho os cartões de alguns anos. Muito bem guardados em casa", conta o economista.

Como ele mesmo se define, Rafael é fã de F1 desde que se conhece por gente. "Primeiro das épicas corridas do Nelson Piquet e, à partir de 1984, também do Ayrton Senna. Seu arrojo e a aparente ausência de medo contagiaram todos que gostam de velocidade." Além de 1993 e 1994, Rafael passou a ir a todos os GPs Brasil a partir de 1999, exceto 2005. " Como não acho companhia, sempre vou sozinho", diz.
Em uma viagem pela Europa, o economista visitou o circuito de Monza em 2001, mas ainda tem esperança de assistir a um GP na Europa. Ele coleciona camisetas do Senna, boné do Banco Nacional, jaquetas, coletes, bonés e muitas outras coisas da Ferrari. " Já fui em Maranello só para conhecer a pista de Fiorano e a Galleria Ferrari. E o nome do meu filho é Enzo, por quê será ?", brinca Rafael. O pequeno Enzo, inclusive, já pegou duas doenças do pai: a paixão pela F1 e pelo Corinthians. Duas das paixões do Ayrton Senna também. "Levei o Enzo no treino para o GP do ano passado (2006), ele ficou fascinado.



RAFAEL ROSSI, de São Paulo

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